quarta-feira, 31 de março de 2010

3

Parece que foi ontem que vi o teu rosto.
O meu coração começou a bater imenso e penso que os meus olhos começaram a brilhar tal como o pôr-do-sol desse dia.
Tu disseste-me o quanto orgulhoso estavas de mim, mas eu continuei a andar sem olhar para trás. Fui inútil, hipócrita, orgulhosa, pensei que já não tinhas significado.
Se eu soubesse o que sei hoje, teria ficado contigo ali, naquele momento, naquele espaço, naquele dia, àquela hora.
Eu tinha te segurado nos meus braços, eu tinha afastado toda a dor, agradecia-te por tudo o que fizeste por mim, perdoaria-te todos os teus erros.
Não há nada que eu não faça para ouvir a tua voz outra vez. Às vezes eu quero ligar-te, mas sei que não vais estar lá, que não vais atender por saber que sou eu.
Desculpa-me por te ter culpado de tudo o que eu não consegui fazer, sabias perfeitamente que era a irritação a falar mais alto, tu fizeste tudo por mim e só tenho de agradecer-te por isso!
E eu feri-me a mim mesma ao ferir-te a ti.
Alguns dias eu sinto-me mal e destruída por dentro, mas tenho vergonha de admitir. Eu não sou fraca.
Por vezes eu quero-me esconder porque é de ti que sinto falta é de ti que tenho saudades!
E torna-se tão difícil dizer “adeus” quando chega a altura. Eu não queria, eu não quero, nunca vou querer mas se achas que é o melhor, tenho de obrigar a minha alma a isso.
Não posso estar o resto da vida a rastejar atrás de ti e estar desligada do mundo que tem tantas alegrias!
Se tivessemos 5 minutos só para nós, tu dizias-me que eu estava errada? Ajudavas-me a compreender? Tu ainda olhas por mim de vez em quando? Estás orgulho de quem eu sou hoje?
Eu sei que já não sou nada para ti mas como sou tão ingénua, gosto de acreditar que ainda me queres, que aindas estás aqui, como da primeira vez.
Mas sou apenas um livro arquivado no teu passado que nunca mais o abriste desde a última vez que falámos.
Não há nada que eu não faça para poder olhar-te nos olhos mais uma vez.
Se eu tivesse apenas mais um dia, eu dizia-te o quanto sinto a tua falta desde que te foste embora, desde que o mundo me caiu aos pés.
E torna-se tão difícil voltar atrás no tempo e voltar.

terça-feira, 30 de março de 2010

2


Posso não ser a melhor a escrever ou até posso dizer coisas sem sentido, mas quando se escreve o que se sente é impossível não sair qualquer coisinha de jeito.
Escrevo desde que me ensinaram a escrever e desde aí sempre foi uma grande paixão minha.
Sempre senti necessidade de escrever. Era isso que me aliviava, me deixava livre era uma espécie de "melhor amigo".
Já li imensos livros e todos eles me dão ideias e inspiração para escrever.
Sempre escrevi coisas relacionadas com as pessoas que amo, ainda estou a decifrar esse mistério.
Quando as pessoas não levam os nossos textos a sério ou simplesmente não lhe acham piada, devemos ver isso como uma critica construtiva ao nosso trabalho e não uma critica "má".
Mas quando se riem ou gozam (diferente de não levar a sério) é porque não lhes deram o seu devido valor e, no fundo, têm inveja dele :b
Principalmente a pessoa a quem dedicamos esse texto. É realmente triste. Quando passarem por isso, irão ver o quanto dói.
Resumidamente, escrever faz-nos bem ao coração e à alma, deixa-nos melhor e é sempre bom ouvir dizer que o nosso trabalho é bom!


P.S.: queria agradecer à Marta Marques por ler todos os meus textos, gostar deles e senti-los de uma forma, mais ou menos, parecida à minha e assim dar-me força para escrever mais!
e à Rita Castanheira porque lhe vou dedicar um livro, sempre me apoiou e criou um Clube de Fãs para mim :o

domingo, 28 de março de 2010

1

Dei por mim a ler romances e livros do género para que mantivesse a minha cabeça ocupada para não pensar constantemente em ti.
O efeito foi o contrário. Todas as palavras já tinha sido pronunciadas e/ou escritas por ti o que me fez pensar em ti.
Isso irritava-me. Tu irritavas-me. Afinal de contas, queria esquecer-te e tu estavas, simplesmente, por todo o lado! Mas amava-te tanto que isso era impossível e passado uns minutos a irritação passava-me.
Dei por mim a relembrar tudo o que passámos que, em menos de 1 mês, foi muito.
A “almofada” onde adormecia quando desligava o telemóvel depois de uma chamada contigo, continua intacta e à noite não consigo adormecer sem ela. Já viste o que fizeste comigo?
Lembro-me dos nossos “1 minuto” onde dizíamos tudo o que sentíamos e era isso que me deixava feliz e arrepiada. Era a minha voz que te deixava arrepiado e a mim, o que me arrepia, és tu. Não só a tua voz mas todo o teu ser perfeito.
As tuas palavras pareciam ser tão verdadeiras e transmitias-me amor e carinho.
E agora, saber que acabou, deixa-me triste e com vontade de morrer. Sinto-me como uma praia sem mar, uma floresta sem árvores e eu sem vida.
Na tua lista de fins, eu venho no fim. Devo ficar triste ou feliz por, ao menos, fazer parte dela?
Quando disse que te amava, não era de momento, era para sempre. Mas alguém me ensinou que o “para sempre” é pura poesia, pura lenda.
Não te vou obrigar falares-me, a visitares-me, a ofereceres-me flores, a acreditares em mim, a estares sempre presente nos meus espectáculos nem a amares-me. Afinal, os nossos caminhos não corresponderam, certo? Numa perspectiva exacta, tu foste pela esquerda e eu pela direita.
Dizes que os caminhos correspondiam mas que tu é que não querias ter uma relação séria. Sinceramente, não compreendo esta história.
Quando disse que eras o 2º homem da minha vida não estava a brincar e tu simplesmente riste-te de mim por te ter dito a verdade. Pouco me importa. Eu sei o que sinto e tu acreditas no que bem te convém. Mais uma vez, não te vou obrigar a acreditares em mim.
O Sol começou a brilhar e imagino-me contigo a passear ou a ver um filme em tua casa, como pensámos um dia fazer.
Parabéns, hoje faz 1 mês que me encontraste e já me deixaste. Será que eu nunca vou aprender a não me agarrar tanto às pessoas?!
Gostaria que as coisas tivessem outro rumo mas, infelizmente, e por estupidez dos dois, não foi possível.
Quando tinha ciúmes, era porque te amava e tu dizias sempre que isso te tornava mais forte.
Quando fazia cenas, resmungava, zangava e chateava, era tudo porque te amava e queria-te só para mim. Era egoísta nos olhos dos outros mas, para mim, só estava a tentar “proteger o que é meu” (Apesar de achar que ninguém é nosso, mas eu compreendia-te. Era uma maneira de dizer!) como tantas vezes me disseste.
As coisas mais insignificantes ainda me trazem a tua imagem. Gastronomia, palavras, músicas, cheiros, lugares, apostas, momentos, sorrisos, choros, pequenos nadas que me levam até à memória do que fomos.
Por fim, começava a superar a nossa separação e a aceitar que nunca serás meu, que tens outra pessoa, mas vi-te a sorrir e estragaste tudo. E quando olho para a cicatriz, lembro-me que a fiz por tua causa e nessa altura, quando estavas do meu lado, nada parecia incorrecto e perigoso.
E se algum dia quiseres voltar, estarei aqui mudada, diferente, um pouco mais madura, mas uma parte de ti continuará SEMPRE comigo. Afinal de contas, foste o 2º que mais me marcou!
Amo-te e isso não se explica, sente-se.