domingo, 11 de abril de 2010

5

Esquece, hoje não dá para viver mais e os textos tornaram-se memórias do que fomos e não do que somos.
Quando disseste que vinhas, não vieste. Quando disseste que ligavas, não ligaste. Quando prometeste, não cumpriste. Quando disseste que me amavas, não amavas.
Agora vejo que tudo foi uma fachada, mais um dos teus jogos como fazes com tantas outras. E eu feita parva, ainda caiu nos teus desesperos nocturnos quando sou eu a única pessoa acordada devido à minha cabeça não parar um segundo.
Admito que é de ti que preciso agora. No início desta fase, foste o único que me apoiou quando eu precisava, suportava os meus choros diários, os meus amuos e os meus ciúmes.
Dizias-me coisas que naquela altura faziam sentido e eu feita parva, acreditava, outra vez.
Tu não sabes o que queres nem o que dizes.
Há pouco tempo fizeste-me voltar a acreditar em ti, a acreditar que, pelo menos, a nossa amizade resultaria.
O teu problema é que dizes uma coisa num dia e no outro é como se não tivesses dito nada.
E como eu sou tão cega e não quero voltar à realidade, continuo a acreditar que vais ser meu outra vez.
Será que isto nunca mais vai acabar?
Parabéns, agora estás feliz e com este acto acabaste de desmentir o que me andas a dizer desde que destruiste a minha vida e me abandonaste na transição de um mundo para o outro.
Obrigada por tudo o que fizeste por mim e pelas vezes que aturaste os meus atrofios pscicológios, os meus ataques de raiva e ciúme, os meus choros repentinos e tudo o que te causou a vida um caos tremendo.
Desculpa por tudo o que te fiz passar nos últimos dias e de todas as vezes que exigi mais do que te era possível e de exagerar nos termos das palavras. De não te ajudar quando precisavas, de não ter sido a melhor... “namorada” ou até mesmo quando querias rir e eu não.
Desculpa-me também por vezes não te dar a segurança que precisas.
Lamento que tivesse sido assim e, por mais difícil que seja acreditar, lamento também as coisas que me disseste enquanto não o sentias.
Dou-te os parabéns, agradeço-te, desculpo-te e lamento todas as coisas que ao longo destes tempos fomos vivido que não vou mencioná-los neste desabafo.
Sabes quantas vezes é que eu fiquei à tua espera deitada numa cama a (re)lembrar o nosso pequeno grande mundo? Quantas vezes fiquei à espera de uma chamada tua? Quantas vezes eu te amei? Quantas vezes me fui abaixo? Quantas vezes abdiquei da minha vida por ti? Não sabes porque nunca te disse e já perdi a conta de tudo.
Se pudesse, voltava atrás, na altura de quando me começaste a dar sinais do que sentias por mim, e tinha-me atirado de cabeça para ti e não me tinha escondido e fazer-te esperar por causa dos meus medos infantis.
Agora não há volta dar.
E se tens e ir embora, eu desejo que vás logo. Porque a tua presença ainda permanece aqui e nunca me vai deixar em paz.
Tudo o que faço me faz pensar em ti. Mesmo as coisas mais insignificantes. Não consigo conter as lágrimas cada vez que leio o teu texto, sabendo que já fomos felizes.
Só te posso dizer que nada poderá ser igual apartir de agora. Porque tu estás feliz e eu continuo afundada nas “folhas” do meu passado, pensando em ti até te esquecer como se não quisesse sair deste mundo.
E se me acontecer algo, não te admires nem digas que ficaste triste como disseste um dia.

“Prometo que por mais parvo que seja tens de saber que eu te adoro.”
“Um “amo-te” não chega para as vezes que pensei em ti e ultrapassei os meus medos e consegui fazer o que queria pois davas-me segurança.”
“Eu quero que fiques sempre ao meu lado quer na amizade, quer no namoro. Eu gosto de ti como gostei de pouca gente (…) Eu não gosto de estar mal contigo e tu és-me tão importante.”
“Penso em ti todos os dias, pois quando não falamos eu lembro-me de ti e sei que és das únicas pessoas que gosta de mim verdadeiramente.”
“Foste uma das melhores coisas da minha vida e eu estraguei tudo logo.”


(10.04.2010, madrugada)


Quero que continues a pensar assim e que tenhas bem assente na cabeça que ninguém gostou tanto de ti como eu.
E da próxima vez que me disseres mais alguma coisa destas, diz com sentimento e com um futuro planeado. Não digas como dizes às tuas “amigas” e as deixas como se não passassem de meras palavras.

terça-feira, 6 de abril de 2010

4

Todas as pessoas já choraram à noite a pensar: “Porque é que isto acontece comigo? Porque é que todos os momentos têm de ser tão difíceis?”.
Ultimamente tem-me acontecido isso várias vezes. E ontem não foi excepção.
Vim a saber que me apagaste da tua vida, que me arquivaste no teu passado que agora sou uma simples velha amiga.
E saber isso por segundos ou ler, dói.
Nunca me doeu tanto a cabeça como nessa noite e cheguei mesmo a pensar que ia desmaiar devido à minha má disposição.
As mensagens gravadas e a música, não ajudavam. Mas nesse momento eram o meu único refúgio, o meu único porto de abrigo, a seguir à “almofada” pois era de madrugada e não estava a conversar com ninguém e tu não me tinhas respondido, para variar.
Volto, novamente, a dizer-te todos os sentimentos e todas as sensações que sinto, não todas mas grande parte delas. Como se isso te importa-se.
Queria que tudo voltasse atrás, que o passado não existisse. Só o futuro.
Gostava que me segurasses quando eu estivesse aqui, que me corrigisses quando estivesse errada, que me abraçasses quando estivesse assustada.
Se me desses mais uma oportunidade, eu nunca te iria decepcionar e se pudesse eu desistiria de tudo só para que fosse para teu bem.
Mas tu nunca estás cá, nunca quiseste saber de mim. Então, ama-me quando eu partir, quando te deixar em paz para sempre.
Fizeste-me esquecer grande parte do amor da minha vida, como se ocupasses o meu pequeno grande coração e só restasse um pouco para esse amor. É óbvio que nunca me esqueci dele, nem nunca me vou esquecer, mas estou segura e convicta que de ti também não.
Para ti isto há muito que acabou. Eu é que continuo a tentar alimentar uma chama sabendo que não há lenha para tal.
Nunca soubeste falar a sério, nunca sofreste e admiro-te por isso. Com a tua idade, ainda levas a vida como um jogo, ainda não ganhaste juízo.
Se leres isto, desculpa-me por dizer a verdade e se te magoei (duvido) desculpa-me também. Afinal, eu é que sou a culpada de tudo, não é?
E eu, com a idade que tenho, já sofri por um amor impossível e agora, quando te tornaste o meu mundo e invadiste a minha vida, sofri outra vez.
Agora sei que já tens outra pessoa, que já não posso voltar a ser a tua preocupação acima de tudo, a voz pela qual tu desejavas, a pessoa que pensavas desde que acordavas até adormeceres.
Posso dizer que já tive 2 amores, e grande parte das pessoas que lêem isto não vão compreender. Mas, o que interessa isso? Só quem sente é que sabe.
Fica tanto por dizer, mas por isso é que existe canetas, papeis, mãos, computadores, tudo para que eu possa escrever o que se tem passado sem nunca exagerar nas linhas.
Hoje, apenas digo:
26.02.2010, 05.03.2010 e 06.03.2010, voltem!

Quero que chegue o dia em que eu possa dizer “amo-te namorada perfeita”.
Porque te amo e quero ficar contigo para sempre.