sexta-feira, 28 de maio de 2010

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Hoje à noite pus-me a ver as estrelas.
Bem, nunca as tinha observado tão bem desde a última vez que estive na Nazaré, no Verão.
Quando lá estou gosto de me deitar no chão ainda morno de uma tarde solarenga e observar uma a uma as estrelas brilhantes, lindas, grandiosas e com o seu charme natural. Como são lindas vistas num céu claro sem o barulho da cidade como fundo e a atrapalhar.
Por vezes, gostava de viver no campo para poder observar tudo o que a Natureza tem.
Sim, sou escuteira. Mas nem sempre tenho a oportunidade de estar em contacto com a Mãe-Natureza e estar com ela sozinha deve ser ainda mais enriquecedor.
Mas sei que se mudasse de vida ia ser chato e sei que iria sofrer e perder, não toda mas grande parte, de uma grande paixão minha.
Que saudades que tinha de abrir a gaveta onde guardo os meus pertences da dança. Embora, antes, abrisse todos os dias, nada se compara a abrir e USAR tudo o que ela contém.
Voltar a calçar as sapatilhas gastas nas pontas dos pés e usar as joelheiras que entretanto apanharam pó.
Não me sentia tão "perra" desde os 4 anos, quando tive um (pequeno) acidente que me fez abandonar a dança.
Vivi por longos anos assim: nunca tocava numa sapatilha, nunca tocava num fato, nunca via espectáculos mas acima de tudo, nunca tinha coragem para dar um passo de dança por muito insignificante que ele fosse.
Mas quando é uma coisa forte, ultrapassa-se tudo e eu ultrapassei.
Não vamos lembrar o meu passado porque o que importa é o presente e o futuro.
Voltei a ser o que era, voltei para tudo o que me fazia feliz. Sem amores, nem preocupações. Voltei a ser normal mas, o bom disto tudo, é poder sentir o vento a bater-me na cara enquanto estou a correr não sei bem para onde, talvez para o horizonte e explorar o que há para lá dele.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

6

Já passei por tanto que parece que vivi mil anos.
Nos últimos meses admito que fui muito injusta com as pessoas que me querem bem daí a magoá-las com actos ou palavras.


Esta é talvez a última vez que te escrevo porque nunca mais irei querer prenunciar o teu nome depois de tudo o que vivemos.
Confesso que foi tanto de bom como de mau.
Amei-te com todo o meu coração e alma e penso que os textos anteriores mostram isso claramente mas tudo tem o fim e o nosso acabou de chegar.
Encontrei finalmente a tão preciosa chave do meu mundo e para lá voltei, contigo gravado no álbum do meu passado.
Já perdi imenso tempo da minha vida a viver essencialmente dessas páginas desses álbuns e pus um ponto final nesse vício.
Quando voltei, vi o mal que causei a mim própria por me tornar tão obcecada por ti e o mal que causei às pessoas mais próximas.
O pior de tudo é que me levaste para fora do meu mundo perfeito e me levaste para o teu que por sua vez também era perfeito mas tornou-se imperfeito devido à tua estupidez.
Para mim, o essencial numa relação, é que os meus melhores amigos se dêem bem com o meu parceiro o que não aconteceu nesta relação.
Vivia constantemente com um peso sobre as costas ao saber que os dois rapazes da minha vida se odiavam completamente e não compreendiam o meu lado.
Da última vez que cometeste um erro, não consegui perdoá-lo porque para mim foi como uma traição. Maior que a primeira.
Passado é passado e o que ele tem de bom é que podemos recordá-lo sempre.
Voltando ao tema inicial, arrependo-me e não me arrependo de teres pegado na minha mão e levado para outro sítio desconhecido que, em menos de 2 ou 3 meses, o conhecia tão bem como a palma da minha mão.
Agora, só posso lamentar ter acabado e agradecer tudo o que contigo vivi. Mas chegou ao fim e quando chega, não há nada que o possa fazer “mudar de ideias”.
Sem ti no meu dia-a-dia sinto-me livre e consigo sorrir não tão verdadeiramente como antes mas algo semelhante.
Sinto-me também mal por não seres tu a acordar-me ou simplesmente por não falares comigo. As nossas conversas era essenciais por muito que agora me custe a acreditar.
Estou a reconstruir a minha grande vida aos poucos com a ajuda de quem ainda acredita em mim e me deu uma segunda oportunidade na amizade. Porque, por tua causa, eu tive de deixar muita coisa para trás.
Poucos sabem que muitas vezes aquilo que nos alimenta também nos mata. O meu amor louco por ti matou muitas coisas em mim. - penso que isto explica tudo em resumidas palavras.
Espero que sejas e estejas feliz com a tua vida e que a construas agora com esperteza e fieldade.
Queria poder dizer o quanto estou a arrependida e triste por ter mudado a minha atitude perante imensa gente mas não existem palavras para tal.

Portanto só posso dizer: um grande e sincero obrigada e pedido de desculpas à minha família por aturar os meus amuos ultimamente. Ao João Andrade por ter feito dele meu “boneco” e ter mudado completamente a minha atitude com ele. E que, ele acredite ou não, estou disposta a voltar a ser o que era e ainda gosto imenso dele. Ao meu melhor amigo, Diogo Andrade, que sempre me apoiou e eu nunca lhe dei o devido valor e por ter aturado as minhas paranoias. À minha melhor amiga, Ana Martins, pelas vezes que a desprezei e não lhe dei a atenção que necessita por perder o meu tempo em coisas inuteis. Ao Rafael Costa por me aturar e por também ter mudado a minha atitude com ele. À Jéssica Valente por ter estado sempre do meu lado e eu ter errado com ela demasiadas vezes e por, ainda assim, me perdoar sempre e continuar a gostar de mim como há uns meses atrás. Por ter falado mal com ela e por lhe tornar a vida, por vezes, num caos.
À Marta Fernandes por ser a sua melhor amiga e não lhe dar o devido valor e a chatear quando ela estava menos bem e pelas vezes que não a ajudei quando era preciso.
À Rita Castanheira, Carolina Carmo e Inês Patinha por serem como umas irmãs e por sempre me ajudarem e me perdoarem, por as ter posto um pouco de lado nos últimos meses. Estou a tentar compensar isso!
À Catarina Campos e à Daniela Silva por me aturarem diariamente e me terem ajudado sempre que precisei e mesmo assim não conseguir ajudá-las tanto quanto podia.
À minha turma que sempre me viu por vezes em baixo e eu os menosprezar por pensar que só queriam meter-se na minha vida mas que mesmo assim conseguiam pôr-me um sorriso na cara.
Ao Yannick e à Marta Marques pelas vezes que errei com eles e sempre me perdoarem tudo o que lhes fazia sem nunca pedir uma justificação ou um pedido de desculpas e por terem aturado as minhas discussões. E ao Yannick um grande obrigada por ser o melhor “marido” e compreender sempre os meus problemas.
Ao Diogo Lima que sempre foi o melhor “namorado de brincar” e, mesmo por mensagens trocadas ou textos, consegue pôr-me a chorar de alegria e por me fazer pensar que o tinha sempre comigo e até hoje nunca o perdi e espero nunca o perder!
E aos restantes que não mencionei por serem muitos mesmo mas, de momento, só me lembro dos que errei a sério.
Resumidamente, peço desculpa a todos e que, mais cedo ou mais tarde, tudo volte a ser como antes!
E... namorado é por uns tempos, amigos é para sempre!

P.S.: Queria agradecer à Eliana Santos por, há uns tempos atrás, acreditar que ainda nesta Primavera iria ler um texto meu estando feliz e por conseguir escrevê-lo pensando nela.