Agora vejo que sou uma fraca. Não consigo parar de escrever para os amores e paixonetas da minha vida.
Falemos agora do mais intenso, do mais forte, do mais poderoso, do mais amado, do grande amor e, como diria a Jéssica, o mais "potente"!
Numa coisa não me tornei fraca e essa coisa foi que nunca tive medo de dizer o teu nome para o Mundo, Bernardo. Nunca tive e nunca vou ter.
Ultimamente tenho reparado que tenho ido mais vezes abaixo do que quando estava contigo. Cada vez que gritam comigo, tenho tendência a chorar como se tivesse sido agredida violentamente por algum animal o que não aconteceu. Apenas gritaram comigo.
Antes davas-me tranquilidade com o teu olhar e as palavras doces.
Agora vejo que a tua perda foi muito trágica para a minha vida. Só agora é que olhei para todos os minutos sem ti e vi que o que fazia era errado e tu não estavas lá para me "abrir os olhos".
Poderei a partir de agora repetir frases ou palavras que já escrevi noutros textos mas naquela altura estava tão cega que não tinha percebido que essas palavras foram feitas para descrever o Bernardo e o amor que tenho por ele. Fui parva, eu sei.
As palavras que uso para ele são do mais puro e verdadeiro que existe. As que usava para o "outro" foram verdadeiras até que a bomba explodiu.
Continuando... Há pouco tempo disseste-me [Bernardo] o que esperava ouvir há muito tempo.
O teu orgulho e as tentativas para me esqueceres não te deram oportunidade de me dizer mais cedo. Essa é uma das poucas coisas que odeio em ti: o orgulho.
Num minuto tanto me dizes que não te saí da cabeça durante seis meses e que sou muito importante como noutro me dizes que AINDA tens namorada e estás muito feliz.
Como diria a Margarida Rebelo Pinto: "(...) até apareceres outra e outra vez, e para quê? Para me obrigares a pôr o meu coração ao espelho e depois desapareceres de novo? Para assegurares que o meu amor por ti se mantinha eterno, certo, intemporal, intocável?"
Parabéns, porque o que quero para ti é a maior das felicidades. Uma felicidade parecida àquela que me deste quando ainda éramos e poderíamos ainda ser: o casal perfeito.
Nunca fui de duvidar de ti porque sempre me transmitiste confiança mas não sentia convicção nas tuas palavras. Existe qualquer coisa que te atrapalha a vida e não te deixa vivê-la como deve de ser.
Não vou pensar que sou eu porque deixaste bem claro que esses seis meses tinham acabado mas que não deixaste de sentir muito por mim mas estás "feliz".
Nem me vou dar ao trabalho de pensar, outra vez, no que será. Tu lá saberás, certo? Mas se estiver errada, perdoa-me.
É certo que vivi muito tempo em que as minhas horas eram ocupadas a pensar nos nossos momentos e em tudo o que me dizias. Principalmente, em Inglês. Aquele teu Inglês especial de menino do colégio que ainda tem explicações fora da escola. Sempre adorei isso em ti.
Vivi muito tempo em que te via em todo o lado mas na verdade não estavas lá, em que me aparecias todas as noites em sonhos e não me deixavas ser feliz com outro rapaz.
Vivi muito tempo no passado.
A única pessoa que me mostrou o amor verdadeiro foste tu e mais ninguém talvez seja por isso que não consigo ser feliz sem ti.
Um ano não é um dia e isso é impossível esquecer.
Porque é que achas que o 2009 é o meu ano favorito?!
Não consigo esquecer a tua imagem alta encostado a um cartaz da "FNAC" com roupa amarela que contrastam lindamente com a tua pele morena. Eras como um Deus no meio de tanta multidão e eu uma sortuda por me teres escolhido.
Ainda hoje me odeio por ser tão pequena e mal te ter cumprimentado e por apressar as coisas à força toda porque nessa altura não fazia a mínima ideia que ias ser o homem da minha vida, o meu primeiro amor.
Dava tudo para que tudo tivesse sido diferente e se há lugar onde mais quero ir outra vez e mudar tudo (menos aquilo que nós sabemos) é esse dia contigo.
Fica muito por dizer mas como já disse noutro texto (até tenho vergonha de o ter escrito ali) "mas por isso é que existe canetas, papeis, mãos, computadores, tudo para que eu possa escrever o que se tem passado sem nunca exagerar nas linhas."
Portanto, um "até já" e... ainda te amo.
"If someone said three years from now, you'd be long gone
I'd stand up and punch them out, cause they're all wrong
I know better, cause you said forever
and ever, who knew."
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